Um breve resumo sobre o início da tecnologia da impressão 3D até os dias de hoje.

O ano era 1984, Tv de tubo ocupava espaço nas salas, a Madonna era novinha, os mullets eram considerados cortes de cabelos descolados e o Brasil só tinha três copas do mundo. Nesse mesmo ano um engenheiro físico nos Estados Unidos chamado Chuck Hull, apresentou o primeiro protótipo de impressora 3D que prometeria revolucionar o mundo da indústria...

O começo

Chuck Hull (à esquerda com o primeiro protótipo de impressora 3d)

Focado inicialmente em algo que seria usado em grandes produções, a primeira impressora 3D surgiu utilizando apenas a estereolitografia, em que um laser é usado para solidificar partes de uma resina especial a partir de uma reação química. Nessa época só se pensava em ter apenas esse tipo de impressão. Tanto que Chuck não perdeu tempo e patenteou a tecnologia de estereolitografia (SLA) em 1986. Nesse mesmo ano fundou a 3D Systems Corporation e um ano depois fez o lançamento da SLA-1 (impressão em resina)

Não bastou muito tempo para que novas técnicas na impressão fossem apresentadas. Tanto que dois anos após a primeira patente, o professor Carl Deckard da Universidade do Texas,  protocolou em 1986, patenteou a tecnologia de Sinterização Seletiva a Laser (SLS).  Esse modo de impressão 3D ocorre a partir de um material em pó. Já na década de 90 a terceira técnica mais utilizada na impressão, a Modelagem por Fusão e Deposição (FDM), foi patenteada pela empresa Stratasys.

(FDM é o tipo de impressão que a BEEPRINTED trabalha)

 

Novos softwares e amadurecimento

Após as patentes, a década de 90 foi marcada na impressão pela evolução e o surgimentos sistemas operacionais que facilitariam o processo, um exemplo é o Computer aided Design (CAD). Com softwares mais acessíveis, a empresa Stratasys passou a desenvolver impressoras 3D para um público além do profissional, vendendo também para o uso individual. Esse foi o princípio para a popularização dessas máquinas no século XXI.

Ainda nessa década as pesquisas médicas avançaram e as primeiras aplicações entre ciência e impressão 3D começaram a serem feitas.

 

Cuida da nossa saúde e cabe nosso bolso

O começo de milênio trouxe uma amizade sincera entre medicina e a impressão. E foi nesse momento que surgiram as próteses e os rins sintéticos criados em impressoras 3D. O exemplo do órgão foi ainda mais impactante para a medicina por conta da técnica utilizada. Onde ele é feito a partir uma amostra de tecido menor que um selo postal usado como modelo para o processo informatizado (LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO). Esses feitos consagraram a parceira entre ambas às áreas que permaneceu e só evolui.

A entrada dos anos 2000 também foi marcada pelo fim da patente da tecnologia de impressão FDM, abrindo espaço para novas inovações. Com isso, consequentemente os preços caíram e as impressoras 3D ficaram mais baratas e populares. Para vocês terem ideia, o preço delas atualmente pode variar de 500 a 300 mil reais, dependendo do propósito do comprador. Lembrando que o preço pode subir nos casos de impressoras industriais.

Não trabalhamos com limites

O ano é 2018, temos cinco copas do mundo (quase seis hehe), os carros ainda não voam, os mullets não voltaram e as impressoras passaram a ser exploradas por outras tipos de tecnologias. Queridinha na indústria, elas já fazem parte da montagem de peças de avião, imprimem carros e fazem casas. (Leia sobre dez diferentes aplicações da impressão 3D). Ela também já é vista como peça fundamental para a substituição da prática de transplante de órgãos, através da bioimpressão. E nem o céu não é mais limite para ela, pois a NASA anunciou que irá enviar para o espaço, ano que vem, uma nave feita com peças impressas.

Até que para 34 anos de história a impressão 3D apresentou bastante resultado, né? E ao infinito e além ela vai ocupando espaço e nós da BEEPRINTED vamos acompanhando e vivendo dela.

Por hoje é só, até o próximo post!

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Brasiliense, jornalista, especialista em marketing digital e apaixonada por comunicação. Nas horas vagas gosta de escalar.

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